Hoje, dia 13/10/2014, o CEMEJ11 realizou a abertura da Exposição HISTÓRIA E MEMÓRIA DOS EMBARCADOS, da acadêmica Priscila Diógenes, que ficará aberta à visitação pública gratuita no período de 13/10 a 14/11/2014.

A atividade está sendo realizada em parceria com o Laboratório de História Oral, do Curso de História da UFAM, coordenado pela Profª Dra. Patrícia Silva.

As imagens e vídeos expostos fazem parte do Relatório Final do projeto PIBIC intitulado Estradas fluviais, as idas e vindas de esperanças dentro de um barco: história e memória de trabalhadores embarcados – Manaus 1994-2014 de Priscila Diógenes, acadêmica do 6º período do Curso de História da Universidade Federal do Amazonas – UFAM. As fotografias e os vídeos são de autoria do acadêmico de Filosofia, Bruno Victor Pacífico, que acompanhou Priscila Diógenes nas entrevistas e na viagem ao município de Tefé.

Nas imagens expostas, visualiza-se a atividade dos embarcados, categoria pouco conhecida da sociedade local por se confundir com os estivadores e carregadores do Porto.

Mais de 45% dos municípios amazonenses são acessíveis apenas por barco e mesmo onde há alternativa do transporte aéreo, cujos custos são altos na Amazônia, acaba-se por utilizar o barco como transporte preferencial para o trânsito de pessoas e mercadorias.

Assim, o trabalho dos embarcados é fundamental para o abastecimento do Estado. Para eles, a afirmativa de Leandro Tocantins adquire concretude: o rio comanda parte de suas vidas.

Em seu discurso, a Desembargadora Valdenyra Thomé, Diretora do CEMEJ11, destacou que:

As estradas da Amazônia são os rios. Parte considerável dos municípios amazonenses é acessível apenas pelos rios. Diariamente, nos diversos portos destes municípios, incluindo-se Manaus, trabalhadores embarcados desenvolvem atividades essenciais ao abastecimento do Estado. As imagens aqui expostas revelam esse dia-a-dia.

Esta exposição receberá a visita de estudantes do Ensino Fundamental e Médio que terão a oportunidade de conhecer a atividade e as condições de trabalho dos embarcados. O conhecimento desta realidade é fundamental para promovermos a valorização desse trabalhador e expandir a percepção sobre a cultura local e suas especialíssimas atividades laborais.

 

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