2ª Exposição Histórica – Cenas do Trabalho Na Economia Gomífera

CENAS DO TRABALHO NA ECONOMIA GOMÍFERA

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A exposição Cenas do Trabalho na Economia Gomífera ficou aberta à visitação no período de 21/05/2012 a 30/04/2013. Participaram da abertura 35 pessoas. Ao todo, a exposição recebeu 707 visitantes dos quais 188 eram alunos.

A economia da borracha, cujo auge se deu entre 1870 e 1910, possibilitou a transformação da estrutura urbana de Manaus, além de gerar novas realidades.

Expansão do traçado urbano, alterações do espaço físico (aterramento de igarapés, aplainamento de ruas, desmatamentos, arborização das avenidas principais, etc), aumento do conjunto arquitetônico e prédios públicos além de um intenso processo migratório marcaram as novas feições de Manaus. Todo esse processo veio acompanhado de doenças e problemas de moradia e ocupação, comuns em aglomerados urbanos amalgamados em tão pouco tempo.

Para movimentar a auspiciosa economia gomífera eram necessários muitos braços, trabalhadores que se ocupariam nas diversas atividades de coleta, transporte e exportação do ouro negro, bem como nas atividades indiretas geradas pelo capital da borracha. O braço desejado nesse momento de ocupação era o branco, de preferência o europeu, caracterizado pelos discursos como mão-de-obra mais qualificada que a nativa.

Para atraí-los, era necessário construir uma imagem positiva para o Amazonas. Assim, promoveram-se propagandas da potencialidade econômica da região, desmentindo as notícias sobre sua insalubridade, ressaltando a amenidade climática e a facilidade de enriquecimento em médio prazo. Além de obras como a de Arturo Luciani e Bertino de Miranda, “O Estado do Amazonas (1899)”, feita em co-edição com o governo italiano para incentivar a vinda de imigrantes daquele país, investia-se no envio de figuras financiadas pela Província (depois Estado do Amazonas) para divulgar a região nos países europeus, como o Barão de Sant’Ana Nery — que fez propaganda na França . O Japão foi outro pólo de investimento. Desta vez, pensava-se o migrante japonês não para a economia gomífera, mas como agenciador ideal do projeto agrícola, sempre almejado e não viabilizado desde a Província.

As imagens da Exposição CENAS DO TRABALHO NA ECONOMIA GOMÍFERA são do “Anuário de Manaus (1913-1914)”, um indicador financeiro que, apesar de não se pautar exclusivamente no objetivo de atrair imigrantes, servia também ao mesmo.